Tragédias, Perguntas e Arrependimento

Quando nos deparamos com tragédias ficamos perplexos. Podem ser tragédias pessoais e familiares, quando vidas bem próximas de nós são ceifadas, ou também tragédias de grandes proporções, como a de Brumadinho. Diante destas tristezas, horrores e lágrimas surgem questionamentos. Por que aquelas pessoas? Por que isto aconteceu com a minha família? O que eles fizeram para merecer esta tragédia?

Nos tempos bíblicos, uma tragédia em especial foi utilizada como pano de fundo para desconstruir a ideia de que tragédias são pagamentos às pessoas más. Em Jerusalém a torre de uma muralha, no bairro de Siloé, caiu sobre dezoito pessoas e matou-as. Uma tragédia! Reparem no que Jesus disse, utilizando este fato:

“e lembram daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram” (Lucas 13.4-5).

Podemos vivenciar tragédias não como castigo, mas como eventos que revelam a fragilidade da vida. Parece que tragédias e mortes prematuras são coisas apenas de jornais e notícias, mas precisamos acordar desta falsa sensação de segurança. Tudo pode acontecer conosco, hoje ou amanhã. Somos pecadores e estamos sentenciados à morte. Esta é a verdade que dói e assusta. E, por isto, como o próprio Jesus disse, precisamos estar preparados em arrependimento e perdão dos pecados, ou seja, vivendo a fé cristã diariamente.

A maior tragédia humana e divina aconteceu justamente com um inocente. Nele não havia culpa ou pecado, mas mesmo assim, seu sangue inocente foi derramado na cruz. Este sangue garante perdão ao arrependido e a eternidade ao que nele crê. Sim, Jesus foi sacrificado por nós. Ele foi ressuscitado e garante vida, mesmo depois da morte. Porque ele vive, nós também viveremos. Porque ele vive, vidas cristãs ceifadas por tragédias viverão novamente.

Então fica a dica: as tragédias que nos fazem sofrer também podem ser vistas como convites ao arrependimento, perdão e muita fé em Jesus. É importante lembrar que Deus não é indiferente às tragédias, mas é “nosso refúgio e nossa força, socorro que não falta em tempos de aflição” (Salmo 46.1).




Pastor Bruno A. K. Serves

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