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  • PENSE NISSO Teológica

Sorvendo um bom chimarrão

Sorver significa beber aos poucos, aos goles, aspirar um líquido para o interior da boca, fazendo ruído, ah! Podemos lembrar do chamado ronco amargo, quando o líquido quente está no final, alguns fazem o barulho, outros não. Bebida tomada na cuia, com a bomba e, precisa de mais pistas? Claro! Estou falando da boa bebida gaúcha, quer dizer, o bom chimarrão. Falar de chimarrão é lembrar da figura sulina, o gaúcho, embora nem todo gaúcho goste. Há os que não são gaúchos, mas gostam, é, o público do chimarrão é variado. No entanto, óbvio, para os que apreciam, mas como é bom tomar um chimarrão, não é verdade, amigo leitor? O primeiro chimarrão do dia, o matutino, quando a passarada está cantando na rua, bem "cedito," cerração baixa, cachorrada fazendo os primeiros alaridos, o Sol despontando aos "pouquitos" e o chimarrão vai despertando os sentidos, sendo sorvido como despertador para o dia que começa. Tomar o amargo com o jornal recém- chegado, não tem preço! O chimarrão dá o sabor para o dia, envolve os pensamentos, decisões e perspectivas. Movimentar a bomba, aparar os espaços, aumentar ou diminuir o morro da erva, ou seja, é o momento em que os sentimentos vão se organizando, sendo colocados em ordem, uns na frente, outros para atrás, etc. É, fazer o chimarrão é ter uma ideia do dia que está por vir, como vão ser as minhas reações. E, depois de feito o chimarrão, vem o desejo maior: tomar, sentir o prazer de chimarrear. Assim como o final de um dia cansativo: ufa! Mais um dia que termina, o prazer de estar de volta ao lar.


Contudo nem só de chimarrão matutino vive o homem, têm outros momentos: de tarde, noite, chimarrear com a família, amigos, na boa conversa durante uma caminhada descontraída, apreciar um belo horizonte com a cuia na mão, chimarrear na praça, bem no final da tarde, antes do churrasco, claro, isto tudo poderá ser feito com o terminar da pandemia. Mas, percebam, amigos: o mate é amargo? Okay, é amargo, mas ele, enquanto cultura, concede momentos de doçura, momentos simplesmente bons. E ele vai, de mão em mão, no entanto ele vai constituindo laços invisíveis de doçura por entre os mateadores. Ele aquece os sentimentos que estão frios, ah! Bom lembrar, todavia chimarrão e inverno combinam bastante. Um bom chimarrão num dia frio, onde o vapor do calor se entrelaça com o ar gélido que sai da boca, em dias assim, tempos frios, o chimarrão acolhe, ou melhor, fazemos o chimarrão e ele retribui.


Enfim, o "chima," apelido, é tradição que habita nas entranhas, você sente ele enquanto mateia, prepara ele, deposita os sentimentos nele, partilha ele, oferece seu afeto para os outros, em síntese, sorver o mate é viver o mate. Deus é maravilhoso, porque ele concede momentos especiais. Assim como o chimarrão, melhor dizendo, melhor que o chimarrão, Deus nos presenteia com momentos doces, de alegrias, partilha, de estar com os amigos, família, tudo vem de Deus, de Cristo Jesus. O mate é amargo? Sim, mas só a erva.




Rev Artur Charczuk

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