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Quando Kafka escreveu

Franz Kafka foi um famoso autor, nasceu na República Tcheca, no ano de 1883. E certa altura de sua vida, Kafka caminhava por uma praça em Berlim, juntamente com sua esposa. Passeando pela mesma, eles observaram uma menininha, ela deveria ter uns quatro anos, chorava muito! Chegava a soluçar e os pais não mais sabiam o que fazer. Ela havia perdido sua boneca, com a qual dormia. Kafka chegou perto da menina, suas lágrimas faziam pequenos caminhos pelas bochechas rosadas, que brilhavam com o reflexo do Sol. Ele a olhava e olhava, mas, de repente, assim ele falou: a tua boneca está viajando e eu recebi uma carta dela. E a menina, perplexa, disse: eu quero a carta! E Kafka disse: vamos fazer assim, eu não tenho a carta aqui, mas amanhã, 15h, neste banco, ela será entregue. E a menina parou de chorar de imediato. E assim o combinado ficou entre o escritor e a menina.


E lá foi Kafka, apressadamente para casa. Chegando nela, sentou-se e começou a escrever. E o combinado aconteceu no dia seguinte, lá estava a menina, sentada e aguardando à carta da boneca. E o carteiro chegou com a carta e leu para ela. E a boneca contava que resolveu ir conhecer outras cidades, pessoas, mas que ela tinha um grande amor pela menina. E assim Kafka foi escrevendo por três semanas. E escreveu à última carta para menina, onde a boneca dizia que estava preparando o seu casamento e que não poderia mais escrever, porque estaria muito ocupada.


As linhas citadas acima trazem uma relação de esperança entre o escritor e uma menina. Kafka a retirou do sofrimento e deu para ela uma nova possibilidade de olhar para o mundo sem dor. É um exemplo muito bonito de relação entre as pessoas. Mas é interessante destacar o termo esperança, ou seja, expectativas de coisas boas para o futuro de alguém. O que o escritor proporcionou para a menina foram expectativas sobre sua boneca, expectativas moldadas por coisas boas, tipo: alegria, contentamento, etc. Claro, a esperança explicada acima se desenvolveu na relação entre seres humanos, com seus defeitos e debilidades.


Mas e a esperança que não está em nós, que vem de fora, que é perpétua e nela não existe interferência humana. Ela, esperança, se personifica em Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor. Esperança que alimenta à fé do ser humano, que dá o sustento necessário diante das adversidades da vida, tudo vem de Jesus Cristo, nada vem do homem, nada vem de nós. O pecado tornou as pessoas cegas para o grande amor de Deus que está em Jesus. Mas o perdão, salvação e vida em abundância nos são concedidos diariamente. Jesus convida o ser humano a voltar os olhos para a cruz, ali está à doçura da esperança, da fé, pois o amargor tudo Jesus carregou pela humanidade. Sim! Esperança, fé no filho de Deus, Cristo Jesus. Kafka teve que encerrar sua relação com a menina por meio das cartas, sua esperança tinha um prazo de validade. No entanto, em Cristo Jesus, a esperança é eterna.



Rev Artur Charczuk

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