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Mulher orando

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“...pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus” (Fp 2.6).


Esta frase me faz lembrar a queda do homem em Gênesis 3. No Jardim do Éden, Satanás, por meio da serpente, tentou Eva afirmando que se ela comesse o fruto proibido, se tornariam iguais a Deus. O profeta Isaías 14.14 escreveu a respeito da soberba e orgulho do diabo: “Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo”.


Desejar ser igual a Deus sempre foi uma marca de Satanás e da humanidade caída pelo pecado.


Essa mania de grandeza estava presente entre os filipenses. Orgulhavam-se da sua cidadania romana. Para esses, o apostolo escreve que Jesus era Deus, mas humilhou-se, ou seja, não usou sua divindade para se safar de situações difíceis e delicadas.


A expressão forma descreve algo que não pode ser mudado, algo que é inalterável. Jesus é Deus na essência de modo inalterável, imutável, mas, não usou sua divindade para benefício próprio.


Na língua grega, há duas palavras que podem ser traduzidas como “forma” - Morphe e schema. Morphe é a forma essencial de algo que jamais se altera; schema é a forma externa que muda de tempo em tempo e de circunstância em circunstância.


Paulo utilizou a palavra Morphe para dizer que Jesus tinha a forma de Deus, ou seja, Jesus é Deus na essência e que isto não pode ser mudado pelas circunstâncias. Ele é Deus. Paulo escreveu: “...pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus” (Fp 2.6).


Com a afirmação de que Jesus não julgou por usurpação o ser igual a Deus, Paulo usou uma palavra que não aparece em nenhum outro lugar na Bíblia (harpagmos).


A palavra usurpação transmite a ideia de roubo ou de tomar algo de outro para si mesmo.


Jesus, mesmo sendo Deus em natureza, algo que não pode mudar, não considerou que ser Deus era algo que deveria desfrutar para si mesmo. Pelo contrário, Jesus abriu mão dos seus direitos divinos. Ele abriu mão dos privilégios de igualdade com Deus Pai, tudo por amor a você e a mim. Jesus não pensou em si mesmo. Seu foco era a salvação do pecador.


Enquanto Satanás e o homem pecador quer ser igual a Deus, Jesus abriu mão desse privilégio para usá-lo em nosso favor e assim nos garantir a salvação e as bênçãos da vida eterna. Amém!




Rev. Edson Ronaldo Tressmann

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