O voo do quero- quero

O quero- quero é um dos moradores mais tradicionais dos campos sulinos. Ele é conhecido como o guardião dos pampas. A ave possui algumas particularidades, dentre elas: ela gosta de áreas abertas e com o mínimo de vegetação. Tanto que o quero- quero escolheu o estado do Rio Grande do Sul para ser o seu lugar de morada. As características do Sul são propícias para o quero- quero.


O que chama atenção, leitor, é que o quero- quero faz o ninho no chão. Ele não está nas árvores ou lugares altos, não, ele está no solo. É nas épocas de agosto que a ave coloca ovos, geralmente são de três a quatro ovos. E o quero- quero não é exigente para fazer o seu ninho: uma depressão no campo e algumas palhinhas e está pronto para os futuros filhotes.


Interessante é olhar para o estilo do quero- quero, ou seja, ele tem personalidade. Ele não recua diante de uma peleja, principalmente quando o assunto é proteger o ninho. Ele grita quando o predador está por perto, os filhotes, ao ouvirem o som, ficam escondidos, agachados por entre a vegetação baixa. Caso o predador não fuja, o quero- quero dá voos rasantes sobre o inimigo. A ave possui esporões nas pontas das asas e, se for preciso, ela mata o oponente. Como eu mencionei antes: o quero- quero é uma ave com personalidade, suas habilidades compensam o fato de ele não morar nas alturas.


Escrevi bastante sobre o quero- quero, é que muitos leitores não conhecem o símbolo do Rio Grande do Sul. Mas sabe, amigo e irmão, o pássaro traz uma mensagem muito interessante: embora ele tenha o ninho no chão, ele não recua para os predadores. O ninho é frágil, os filhotes são frágeis, no entanto ele não desanima, defende o que é seu. Pois bem, o ser humano está enfrentando um tempo bem adverso, pandemia. Ela está sendo como uma grande predadora, ceifando vidas sem cessar. Vidas que são frágeis e o que fica são suspiros e lágrimas. São ninhos esvaziados pela COVID19, palhinhas levadas pelo ferocidade de um vírus. Mas o homem possui defesas, claro, primeiramente é o Filho de Deus, nosso suficiente Salvador. Na sequência:

Evitar aglomerações;
Uma boa higiene das mãos;
O uso de máscara; 
Sair de casa se necessário; 
Evitar toques em outras pessoas;
VACINAÇÃO. 

Sim, leitores, somos frágeis como um ninho, sendo assim precisamos de defesas. Cada uma das defesas citadas acima são os rasantes do quero- quero, rasantes que afastam a predadora chamada pandemia. Não recuemos, irmãos, olhemos para o voo do quero- quero, olhemos para o voo da cura.




Rev Artur Charczuk

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