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O Deus que habita na quarentena

Amigos leitores: a Palestina do tempo de Jesus carregava enfermos que sofriam muitos mais em razão das feridas religiosas e sociais do que da própria doença em si, isto é, as mazelas estavam paramentadas pela exclusão da convivência familiar, social e religiosa. As pessoas estavam sentenciadas ao descaso e disparidade. Como, trazendo como exemplo, a cura de dez leprosos: “Que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós!” (Lc 17.13). O leproso era obrigado por lei a manter distância, consequentemente, para evitar o contato acidental, exigia-se que os mesmos gritassem: “imundo!” (Lv 13. 45). O mundo bíblico só tinha como defesa contra a lepra a quarentena: “Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora do arraial,” (Lv 13.46). Essa realidade era o cenário da ação do Filho de Deus. Jesus não fechava os olhos para a realidade, seus cuidados sempre foram estimulados pela compaixão e misericórdia pelos sofredores. As paredes da quarentena sempre foram derrubadas pelo amparo de Jesus Cristo, tanto que os seus milagres, boa parte deles, foram de doentes recuperados. E cada cura era o sobrevir de seu reino, elas eram a predição que anunciavam a vitória acerca da doença e da finitude. O triunfo de Jesus Cristo sobre a enfermidade e a morte foi definitivamente apresentado ao ressuscitar três dias após sua morte. Jesus deu sua vitória para sua igreja de todos os tempos. Os milagres de Cristo, antes de serem evidências de seu poder, eram a confirmação de seu serviço em favor dos necessitados. A natureza de Jesus, pura e sem pecado, nunca foi imbuída para sinais sensacionalistas. No entanto, Jesus foi tentado pelo Diabo, seus adversários pediram que ele demonstrasse o seu poder; já crucificado, o desafiaram, ordenando que ele descesse da cruz, se era mesmo o Filho do Criador. Jesus, ao invés de buscar o engrandecimento pessoal e glórias particulares, exerceu o serviço humilde em prol dos homens. Cristo sempre esteve em favor do sofredor, o Senhor transformou quarentenas em extensos espaços do reino de Deus. Sim, irmãos, Jesus fez das quarentenas soberanias celestiais. Jesus Cristo habitou nas feridas de homens e mulheres de seu tempo, seu messiado ocorreu sob a glória de Deus para os campos inférteis da dor e do pecado humano. Em conclusão, o Salvador não desampara o ser humano em tempo de quarentena, o ciclo da mesma é convidativo para o indivíduo perceber que a sabedoria do mundo não é absoluta, mas é importante ter esperança na palavra. Somente Jesus é capaz de retirar o homem dos grilhões do abismo e conceder para ele perdão e salvação. “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve,” (1Jo 5.14). A cruz da quarentena fica leve com a vontade de Deus, de Jesus Cristo. Sendo assim, amigos leitores, quarentena é tempo de orações, de hinos e louvores, isto é, dialogar com o único e suficiente Deus, Jesus Cristo. Quarentena, tendo Jesus como a pedra angular, é fonte de redenção e vida firmada na fé no verdadeiro Salvador.


Rev. Artur Charczuk

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