Mudam apenas as moscas


Vale tudo no disputado jogo da campanha eleitoral. Até a mentira. Seria apenas “coisas da política”, mas é coisa oficial. O engodo é tolerado pela própria Lei Eleitoral. Regras aprovadas por gente que não fica mais de cara vermelha. Segundo um jurista brasileiro, toda mentira será tolerada na propaganda, pois ela “não é criminalizada e não existe nenhum tipo de punição para candidatos que mintam durante a campanha”.

Um jogo sujo que é conhecido por todos. E, por isto, a descrença generalizada. Mas, quando a mentira é sacramentada, a sociedade fica atolada até o pescoço na corrupção. O que falta para chegar no nariz? Se mentem na campanha amparados pela lei, com a mesma proteção se apropriam de seus cargos públicos e trilham no mesmo caminho da enganação. E daí é o fim. Porque, quando a mentira não tem mais perna curta, a sociedade não vai muito longe. Fica a pergunta: de onde vem esta politicagem?

Salomão foi um político que pediu a Deus sabedoria para governar com justiça e integridade. Foi ele quem escreveu as sete coisas que Deus não tolera:


o olhar orgulhoso,

a língua mentirosa,

mãos que matam gente inocente,

a mente que faz planos perversos,

pés que se apressam para fazer o mal,

a testemunha falsa que diz mentiras e

a pessoa que provoca brigas entre amigos


(Provérbios 6.16-19).


Interessante dizer que a mentira é mencionada duas vezes e tem relação com os outros pecados. Por que Deus tanto detesta a falsidade? A resposta está aí, nos dias de hoje.

A água onde Pilatos lavou as mãos continua podre e contaminada. Vendeu a alma ao pai da mentira porque não queria perder vantagens, regalias, propinas. E perdeu a grande chance de lavar o coração em água limpa, na fonte daquele que disse: “Eu sou a Verdade”. Assim, a solução não está em tirar uns e colocar outros, mas expurgar a podridão da alma. Senão, mudam apenas as moscas.





Rev. Marcos Schmidt

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