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Fome de pele

Sei, amigo leitor, o título soa um tanto estranho, né, fome de pele. Mas é uma reação que está acontecendo no mundo inteiro, sim, no mundo inteiro. É a saudade do toque, do abraço, do dedilhar na pele do outro. É o que os cientistas estão percebendo nessa "remodelação social," devido à quarentena. As pessoas não podem tocar umas as outras, estão proibidas por questões de sobrevivência. Antes da pandemia, tudo parecia tão frio, tão distante, era cada um na sua rotina, agora, com o advento da pandemia, como a pele está sendo lembrada. Peles que são importantes para nós: do pai, da mãe, dos demais familiares, amigos, conhecidos, a pele é o tema central da carência humana. Seu desuso está sendo sentido consideravelmente.


É, isso comprova que somos seres sociáveis, não nascemos para a solidão ou isolamento, não, somos seres voltados para o outro, a pele é, além de ser o maior órgão do ser humano, é um elemento social, ela ajuda o indivíduo a perceber o que é viver em sociedade. O ser humano precisa do que é sensível, do que é palpável, enfim, o homem precisa ter sua vida cruzada com outras vidas, com outras reações epidérmicas. Ah! Pele, antes vista como uma ilha isolada e sentenciada pelo advento da tecnologia , isto é, o individualismo que a internet provocou. No entanto, olhando para o individualismo tecnológico, o mesmo, diante do individualismo provocado pela quarentena, mas é para uma finalidade de melhora e recuo da doença; é uma espécie de doses homeopáticas diante do que a humanidade está atravessando agora. O ser humano está com fome de carinho, de atenção, de cuidado, de um bom e longo abraço. O que antes era tão cotidiano, toque, agora é necessidade. O homem tem necessidade do próximo, sede do próximo, ele quer estar com o próximo. Como seria bom se essa necessidade fosse algo comum na vida, precisou uma pandemia para esse sentimento adormecido despertar. Olhar para o outro não como alguém que passa, mas olhar para o outro como único e necessário para minha existência. A existência deveria ser vista como uma grande teia, onde todos estão conectados. Mas no ser humano não existem respostas, o pecado tudo atrofiou.


Fome de pele, sentimento, toque, nosso Deus, Jesus, retirou o ser humano do maior individualismo em que ele estava trancado: morte, destruição e o diabo. O homem estava na fome eterna da escuridão de estar longe de Deus, uma quarentena insuportável. E o amor jorrou da cruz, de uma sepultura vazia, Jesus concedeu vitória para a humanidade. Da dor e do vazio, Jesus verteu amor para os homens, amor que não é encontrado em nenhuma pele humana, mas na plenitude de Cristo. Fome de pele? Fome de carinho, amor, contato? Jesus saciou por meio do perdão, salvação e vida eterna. Jesus convida para a fome de fé, de esperança, crer, etc. Fome que ele próprio sacia, cuida. Sim, estamos com saudade do outro, mas confiemos no Filho de Deus, ele abranda nossos corações e suas tantas saudades. Ele ocupa os espaços vazios do homem.



Rev. Artur Charczuk.

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