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As torrentes da cruz

Quando o patriarca Abraão chegou à terra de Canaã, sua primeira morada foi em Siquém. Dali, Abraão passou a morar em Betel, a 32 km ao sul de Siquém. As escrituras sagradas afirmam que dali Abraão seguiu indo sempre para o Neguebe. Tanto que a palavra Neguebe aparece como nome próprio no texto e designa o imenso deserto localizado ao sul da terra de Canaã. Neguev, “Nagav”, termo hebraico que significa: o deserto seco do sul. De fato, Neguebe sempre foi conhecida pelo seu clima desértico, pela sua sequidão, devido às poucas, senão raras, chuvas. Embora sendo uma região seca, o Neguebe era uma região com habitantes. Eram grupos de pessoas que aprenderam a lidar com a localidade.

Mas era uma área geográfica um tanto interessante, pois quando as chuvas caíam em determinadas regiões ao redor do deserto, devido aos declives e aclives de seu terreno, grandes porções de água apareciam. Da sequidão brotava vida, porque os habitantes podiam usufruir das águas acumuladas. E, ao mesmo tempo, os moradores se organizavam para o próximo período de seca. Um rio correndo em meio ao deserto, torrentes geradoras de existência.


Ao olharmos para as Sagradas Escrituras, Salmo 126, a figura do Neguebe é utilizada, versículo 4: “Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes no Neguebe.” O Salmo 126 retrata a volta do povo de Deus do cativeiro babilônico. O Senhor concedeu liberdade para que eles voltassem e reconstruíssem suas vidas em Jerusalém. E o povo viu que muita coisa precisava ser feita, tanto que eles pediram pelas bênçãos de Deus. Que Deus perdoasse seus pecados e derramasse sobre eles suas dádivas celestiais. E eis que entram as torrentes do Neguebe, águas rápidas e em abundância. E assim o povo clamou pela misericórdia do Senhor: bênçãos em grande quantidade, para o término da sequidão do sofrimento e da escravidão.


O Neguebe geográfico, suas torrentes traziam vida em abundância para o deserto. Leitos secos de rios transformados em vida de grande extensão. As torrentes do Neguebe mudaram cenários desérticos, trazendo: vitalidade, restauração, perspectiva, etc. O povo tinha muito trabalho pela frente, mas Deus concedeu todo o necessário para eles.

Deus atuou neles como as torrentes do Neguebe, torrentes celestiais, versículo 5: “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão”, o trabalho inicial de reconstrução não seria nada fácil, porém, as torrentes do Senhor nunca os abandonou.


A atualidade também apresenta seus cenários desérticos: desânimo, cansaço, tristeza, brigas, enfim, as torrentes do pecado estão em toda parte. A frágil natureza humana é tentada continuamente. Mas, mesmo não merecedores, Deus não nos desampara, pelo contrário, suas torrentes estão conosco diariamente. Torrentes emanadas da cruz, sim, dela vem a maior torrente, Jesus Cristo. Onde o mesmo nos concede as torrentes do perdão, salvação e vida eterna. Jesus Cristo transforma nossos desertos em jardins, floridos pela compaixão, misericórdia, justiça, todo o necessário é concedido para o ser humano.


Jesus derrama suas bênçãos sobre nós, não estamos sozinhos, você, leitor, não está abandonado no deserto dos problemas. Jesus está conosco, com você, com o mundo. As jornadas podem ser muitas, inúmeras, as semeaduras com lágrimas podem ser intermináveis, mas Jesus transborda bondade. A fé, por meio de Cristo Jesus, faz o homem atravessar qualquer situação, porque é da cruz que jorram as torrentes verdadeiras, não existe deserto, mas ali está o Neguebe celestial, Jesus Cristo.


Rev. Artur Charczuk

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