Unidos com o Senhor - alegrai-vos!


Filipenses é denominada como sendo a carta da alegria. No entanto, desperta atenção o fato das circunstâncias em que o apostolo Paulo se encontrava quando escreveu essa carta.


As circunstâncias desfavoráveis não desanimaram o apostolo que da prisão escreveu a carta da alegria, uma das mais animadoras do Novo Testamento.


O apostolo estava preso e sem muita certeza quanto ao seu futuro. Ele passou mais de quatro anos aprisionado e durante esse período recebeu ajuda dos filipenses.


A questão que fica evidente é: preso, necessitado e com o futuro incerto, onde reside a fonte da alegria do apostolo? A resposta está numa frase simples: “unidos com o Senhor” (Fp 4.4).


A frase é simples, mas suas implicações são profundas.


Unidos com o Senhor... pare de se preocupar e martirizar pelos problemas. Unidos com o Senhor, ore pedindo e agradecendo (Fp 4.6).


Unidos com o Senhor... a culpa não pode dominar você a ponto de paralisar. Em Jesus temos paz com Deus (Fp 4.7).


O terceiro domingo do advento é denominado como sendo o domingo da alegria. Você é uma pessoa alegre? Qual é o motivo da sua alegria?


Se a pergunta fosse o inverso, ou seja, você é uma pessoa triste? Qual motivo da sua tristeza? Com certeza seria muito mais fácil responder a essa questão.


Humanamente falando o apostolo Paulo devido a situação, exigia que estivesse triste, acabrunhado, cheio de ódio e amargor. Mas, não é essa a realidade do apostolo. Ao contrário, o apostolo está radiante de alegria e isso se deve ao fato de estar no Senhor. Por isso, antes de encerrar a carta escreveu: “Na minha vida em união com o Senhor, fiquei muito alegre...” (Fp 4.10) e passa a descrever o porquê da sua alegria. Unidos com o Senhor os filipenses não o abandonou a própria sorte (Fp 4.10). Unido com o Senhor o apostolo não se sentia abandonado, pelo contrário sentia-se suprido (Fp 4.11). E o segredo da sua felicidade devia-se ao fato de que Cristo era sua força em toda e qualquer situação (Fp 4.13).


Parece que temos apenas motivos para chorar, reclamar, murmurar. Muitas são as circunstâncias da vida diária que o lamento parece ser a melhor alternativa. Dessa forma, o apostolo Paulo nos transmite um recado muito especial através de uma frase muito simples: “unidos com o Senhor” (Fp 4.4).


Recorde que não é qualquer Senhor. É aquele que se sujeitou ao plano do Pai para que você fosse resgatado. É o Senhor que nos dá paz com Deus (Fp 4.7). Em outras palavras podemos dizer que apesar de todas as circunstâncias que podem nos levar a tristeza, o Senhor mostra que eu e você somos o centro do coração de Deus. O Pai entregou o Filho para não nos abandonar a própria sorte.


A alegria não está em nós. Estou sorridente, alegre, mas, um fato ocasional, uma palavra de mau gosto, uma brincadeira, são motivos para me entristecer. A verdadeira alegria está no Senhor. Observe que o apostolo destaca isso num momento difícil da sua vida e é possível ouvir Neemias, que num dos momentos mais críticos do povo de Jerusalém, disse: “A alegria que o Senhor dá fará com que vocês fiquem alegres” (Ne 8.10).


A alegria apesar das circunstâncias não é uma obra humana. O apostolo Paulo registra que a alegria é um dos frutos do Espírito Santo (Gl 5.22).


Unidos com o Senhor é certeza de alegria duradoura apesar das ocorrências devastadoras do dia-a-dia.


Não deixe as circunstâncias de o dia-a-dia permitirem você esquecer-se do Senhor a quem você está unido. Recorde-se que mesmo andando num vale da sombra da morte, o Senhor a quem você está unido, está contigo (Sl 23).


Unidos com o Senhor é certeza de que Deus está conosco. Aliás, essa é a promessa do salvador ressuscitado, vitorioso: “eis que estou convosco todos os dias até o fim dos tempos” (Mt 28.20).


Não sei se você já se fez essa pergunta: qual motivo em querermos tanto ter momentos alegres? É por que a alegria não é da terra, mas é algo divino, sua fonte é o céu. E a alegria do céu nos foi enviada e agora pela fé estamos unidos ao Senhor, unidos à alegria. E daqui a pouco, essa alegria voltará (Fp 4.5) e com um belo e maravilhoso sorriso no rosto ouviremos o majestoso convite: “venham benditos do meu Pai” (Mt 25.34). Amém!





Rev. Edson Ronaldo Tressmann

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