Unção com Óleo


“Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa pessoa em nome do Senhor” (Tg 5.14).


O assunto unção com óleo é cheio de dúvidas e tem causado muitos transtornos na vida de muitos congregados. É preciso aproveitar o texto de Tiago 5.14 “Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa pessoa em nome do Senhor” e enumerar alguns pontos.


1 - Desvios sobre o ensino da unção com óleo


a) Extrema Unção – A igreja Romana desde o século XII e XIII criou o dogma da extrema unção com base em Tiago 5:14. Esse dogma foi mudado e reafirmado pelo Concílio Vaticano II, quando se tira a expressão “extrema unção” e muda para “unção de enfermos”.


A extrema unção é para a alma e não para o corpo. É preparação para a morte e não cura para a vida. Enquanto o propósito de Tiago é claro: unção para cura e não preparação para a morte.


b) Posição Neopentecostal – A crença que toda doença procede do diabo e consequentemente é da vontade de Deus curar a todos em todas as circunstâncias.


c) A Prática da Unção Generalizada – Pastores que ungem todas as pessoas que estão dentro da igreja, bem como objetos.


d) A Prática da Unção Realizada por todas as Pessoas – São os presbíteros que ungem e não outros membros da igreja.


“Se algum de vocês estiver doente, que chame os presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa pessoa em nome do Senhor” (Tg 5.14)


2 - A Bíblia é a prática da unção com óleo


a) O óleo como cosmético – Mt 6:17


b) O óleo como remédio – Lc 10:25-37; Is 1:6


c) O óleo como símbolo espiritual – Mc 6:13; Tg 5:14


A unção com óleo, na época era um remédio caseiro contra doença e contusão (Lc 10.34). Contudo, “azeite em nome do Senhor” na Escritura sempre representa um sinal para o Espírito Santo (Êx 29.7; Nm 32.25; 1Sm 9.16; 10.1; 16.12). Simbolizando assim que o Espírito Santo concede força (Rm 15.13; 1Co 2.4; 2Tm 1.7), começando pelo íntimo e chegando ao físico. E em tantas outras partes da Escritura encontramos a cura sem a unção com óleo e com a imposição de mãos (At 5.12; 14.3; 19.11). É preciso destacar que o ponto não está no óleo, nem nas mãos, mas na oração em nome do Senhor, pois no verso 15, ouvimos as palavras de Tiago: “Essa oração, feita com fé, salvará a pessoa doente. O Senhor lhe dará saúde e perdoará os pecados que tiver cometido” (Tg 5.15).


3. A unção com óleo em Tiago - remédio ou símbolo espiritual?


a) A posição de que o óleo é remédio


Jay Adams é o maior defensor desta tese. Seu principal argumento é a palavra grega usada por Tiago (aleipho = friccionar + lipo = gordura).


Thomas Goodwin usava os argumentos de que os presbíteros são os administradores da unção e não tinham necessariamente o dom de cura. Ele observa que os receptores da unção eram os membros da igreja, enquanto que os milagres se estendiam a todas as pessoas. Isso, pelo fato dos cristãos entenderem a simbologia da unção com óleo. Outro ponto, é que o dom de cura não estava limitado ao uso do óleo, pois, se a unção com óleo significasse cura eficaz, os cristãos teriam encontrado uma forma de escapar da morte e esqueceriam de Jesus.


b) A posição de que o óleo é um símbolo espiritual


Tiago usou aleipho e não chrio, sendo que ambos significam ungir. O fato é que chrio jamais é usado para o ato físico de unção, sendo apenas usado no sentido metafórico (Lc 4:18; At 10:38).


O óleo em Tiago 5:14 não é medicinal porque não é o óleo que cura, nem o óleo mais a oração que curam, mas a oração da fé. Pois, os presbíteros são chamados para ungir com óleo, pois, se a unção fosse medicinal, poderia ser feita por qualquer outra pessoa sem a necessidade de convocar os presbíteros e que a mesma precisassem ser feitas em nome do Senhor.


As palavras “em nome do Senhor” colocam os limites da cura. O poder está no nome de Jesus. A cura vem pelo poder do nome de Jesus e não pelo efeito terapêutico do óleo. Isso faz da unção com óleo um exercício espiritual e não uma prática medicinal.