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  • PENSE NISSO Teológica

Se for da tua vontade

Mt 5. 13-20


Estimados irmãos: é sabido que muitas igrejas se utilizam da chamada teologia da prosperidade em seus cultos. A teologia da prosperidade nada mais é do que uma doutrina que acredita a prosperidade financeira. Que as bênçãos financeiras são um grande desejo de Deus para as pessoas. Sendo assim, conforme a teologia da prosperidade, a pessoa tem que se revestir de empoderamento, isto é, a pessoa não pode se limitar diante de Deus: ela tem que pedir, ela tem que falar, ela tem que gritar, ela tem que exigir que os seus pedidos sejam realizados por Deus. Ela tem que acreditar que o seu pedido é a própria vontade de Deus.


É ter o coração firme diante de Deus: que o Senhor faça, que o Senhor realize, que o Senhor faça acontecer as minhas vontades. A teologia da prosperidade torna a comunicação do ser humano para com Deus algo impositivo, isto é, as coisas devem acontecer, porque é a minha vontade. Tanto que para os seguidores da teologia da libertação, pastores como para congregados, a frase: “se for da tua vontade”, é um grande veneno. Pois falar “se for da tua vontade” é como enfraquecer o próprio pedido, o desejo apresentado para Deus. São palavras destruidoras, que diminuem, que enfraquece a fé do homem. Porquanto, como eu falei, a oração deve ser impositiva, ela deve ir com grande força para Deus. Com isso, a teologia da prosperidade tem como seu centro o próprio ser humano, como aquele que o detentor das decisões de sua vida.


Pois bem, diante desse cenário da teologia da prosperidade, Jesus, hoje, nos fala sobre algo que é bastante utilizado pelas pessoas até nos dias atuais, o sal. O sal que dá sabor em nossa vida diária, em nossos alimentos, em nossa saúde, o sal, digamos assim, ela dá um realce nas coisas, ou seja, por exemplo: como a comida fica gostosa quando é acrescentado sal, como eu comentei, ele dá o sabor. E assim Temos Jesus que traz uma comparação um tanto interessante: ele compara os seus discípulos com o sal. Sal que tem por objetivo único de dar o sabor para o mundo. Outro aspecto interessante sobre o sal é que ele é um conservador natural, ele conserva alimentos para não apodrecerem. Sendo assim, os discípulos de Jesus, além de darem o sabor para o mundo, eles também vão como conservadores, vão para conservar.


Portanto, querida igreja, Jesus envia seus seguidores para serem o sabor do mundo, ou seja, sabor que vem da verdade, verdade que se encontra na Palavra de Deus, na salvação por meio de Cristo Jesus. Jesus que também manda seus discípulos para conservar, isto é, no tempo de Jesus também havia muitos caminhos para enfraquecer a fé da pessoa: o moralismo fariseu, os apegos à Lei, a relação de troca que existia entre as pessoas e Deus, enfim, tudo isso levava o afastamento da verdadeira relação entre Deus e o ser humano; então os discípulos de Jesus foram enviados para conservar, para cuidar, para estimular à fé das pessoas para a verdade: salvação em Cristo Jesus.


Hoje nós, enquanto igreja de Jesus Cristo, também somos convidados e enviados por Jesus para sermos sal neste mundo. De sermos o sabor para as pessoas, mas a tarefa não é nada fácil, porque nós também precisamos desse sabor. Porque nós também desanimamos e caímos, mas, querida igreja, lembremos que o sabor, o sal, não está em nós, mas ele se encontra no Filho de Deus, Jesus Cristo. Esse Deus maravilhoso que nos deu o verdadeiro sabor por meio de seu sacrifício de cruz, que nos deu o sabor, que nos conservou da destruição por meio do diabo. É na palavra que está o sabor, o sabor da salvação, perdão e vida eterna. Sabor que Jesus nos dá quando estamos ansiosos, com medo, tristes, Jesus nos conserva em seu cuidado. Do homem não vem sabor algum, assim como a teologia da prosperidade que eu mencionei no início, ali o sal é insípido, estragado, não conserva, tudo isso é pelo fato que é o homem querendo ser o centro de todas as coisas.


Sermos sal neste mundo, sim, mas por meio do salvador Jesus. O Deus verdadeiro que é por nós e para nós. Um Deus que nos retira do pecado e nos dá o seu sabor, sabor que sentimos desde o nosso batismo, sabor que sentimos quando participamos da Santa Ceia, cultos, enfim, Jesus é o nosso suficiente Deus e Senhor. Somente Jesus nos concede a verdadeira vida, vida com sabor. Em Jesus somos verdadeiramente sal para a humanidade. “Se for da tua vontade, sim, aí está o verdadeiro sabor.



Rev Artur Charczuk

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