Sacrifício


O último filme de uma longa série sobre super-heróis com poderes fantásticos lotou os cinemas há alguns anos. Nele se dá o desfecho de uma trama bem arquitetada ao longo de vários filmes: os heróis derrotam o grande vilão que ameaça o universo como o conhecemos. Na batalha final, um dos personagens principais – talvez o mais querido – sacrifica-se para destruir o grande inimigo – Thanos – e impedir que metade de toda a vida do universo seja extinta.


É uma história contemporânea, cheia de efeitos especiais, mas que trata de um tema tão antigo quanto a humanidade: a necessidade de redenção, pelo sacrifício da vida de um escolhido em lugar e em benefício de todos.


Mesmo que não sejamos religiosos, enredos com esta temática encontram ressonância em nossa vida porque ela faz parte da nossa constituição espiritual. A busca pelo redentor ou messias é tão intrínseca à vivência humana que, por vezes, transcende o campo que é próprio – o religioso/espiritual – e adentra outras áreas tais como a política, as relações internacionais e até o esporte.


Uma longa série de aventuras e desventuras de homens e mulheres de Deus teve como o seu ato final a batalha que se travou sobre o monte Calvário. Ali, o escolhido do Pai ofereceu a sua vida em sacrifício, não para salvar apenas metade da humanidade, mas toda ela. De maneira que o convite é estendido para que tomemos o lado do Messias (1) e participemos de sua vitória: Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3.16)


Esta história tem o título de Páscoa. O escolhido não é um Vingador, mas um Redentor. Sua vitória não é sobre Thanos, mas Thánatos! (2)


Tragada foi a morte pela vitória.

Graças a Deus, que nos dá a vitória por

intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 15. 54, 57)




Pr. Paulo Albrecht

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