"Sê fiel até na morte", Ap 2.10


Texto: 1 Ts 4.13


“Não queremos, porém, irmãos que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não tem esperança.”


Irmãos e irmãs na fé em Cristo Jesus!


O Dia de Finados não nos leva mais ao desespero, porque como cristãos nós sabemos cantar: “A morte está destruída! A vitória é completa!” “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?” Mas agradeçamos a Deus, que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!”.


No Dia de Finados vamos aos cemitérios, não com o objetivo de orar pelas almas daqueles que já morreram, mas para lembrar-nos deles como pessoas que viveram em nossa companhia, mas que já estão na eternidade.


Neste dia convém meditar sinceramente no Evangelho de Jesus Cristo. O consolo que este Evangelho nos dá fundamenta-se em dois elementos principais, a saber:


- Na ressurreição de Cristo, que é a garantia da nossa ressurreição; - Na vida eterna, porque todos que creem em Jesus como Salvador, recebem a coroa da vida.


Assim meditamos NA ESPERANÇA CRISTÃ da Ressurreição e da Vida Eterna.


Escreve o apóstolo Paulo na epístola aos tessalonicenses: “Não queremos, irmãos que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais que não tem esperança”. O apóstolo Paulo e seus companheiros Silvano e Timóteo trabalharam durante 04 semanas na cidade de Tessalônica. O objetivo foi levar almas imortais a Jesus Cristo, e à esperança da segunda vinda de Jesus. Por esta razão escreve o apostolo Paulo: “Para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura”.


Em quatro semanas eles fundaram uma congregação cristã. Deixaram tudo organizado e partiram para outras cidades a fim de anunciarem a evangelho da salvação. Provavelmente não houve, nestas 04 semanas, nenhum sepultamento na cidade de Tessalônica. E os apóstolos não falaram sobre a ressurreição dos mortos.


Quando os primeiros cristãos morreram surgiram as dúvidas. Eles não sabiam qual era o futuro daqueles que morriam antes da segunda vinda de Jesus. Paulo, a fim de consolar aqueles cristãos, escreveu-lhes duas epístolas, mostrando- lhes claramente que todos os mortos, ressuscitarão no dia da vinda de Jesus.


Paulo, a princípio, teve apenas um objetivo: Firmá-los na fé em Jesus Cristo. Mostrou-lhes que, quando Cristo voltar no dia derradeiro, todos os mortos ressuscitarão. Escreve: "Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua compa-nhia os que dormem”. Assim o apóstolo coloca diante dos seus olhos os últimos acontecimentos, por ocasião da vinda de Jesus Cristo:


- O soar da trombeta de Deus, - A ressurreição dos mortos, - O encontro com Cristo nos ares, - A entrada na vida eterna, de todos os cristãos. Assim sendo, todos os cristãos


sabem que a morte não é o fim. Sabem que no dia derradeiro todos vão ressuscitar, os que creram para a vida eterna.


Os não cristãos não tem esta esperança. Não tem a perspectiva de uma vida futura. Eles são segundo as palavras do apóstolo Paulo: Ignorantes. Desconhecem o sentido da vida. Não sabem que a finalidade da vida é viver para a honra e glória de Deus. E quando, então chega a hora da morte desesperam, como:


Hobbes, um filósofo francês, disse na hora de sua morte: ‘Eu nasci e não sei porque nasci, eu vivi e não sei como vivi, agora estou de partida e não sei para onde vou’.


Zakki, que viveu no tempo dos apóstolos, quando perguntado com respeito da vida futura, respondeu: ‘Vejo que há dois caminhos; um conduz ao paraíso e outro ao inferno, e não sei para qual dos dois estou destinado’.


Muitos ainda hoje vivem na ignorância espiritual. Vivem sem nenhuma esperança. Vivem sem fé, paz, consolo e orientação da Palavra de Deus. Estes não tem a esperança do perdão, da ressurreição e da vida eterna. Qual é então a grande diferença de atitude dos cristãos e dos incrédulos diante da morte?


Os cristãos vivem na esperança da ressurreição e vida eterna. Diante da morte de seus familiares e amigos sempre encontram consolo e sabem dizer com Jó: “O Senhor o deu, o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor”. Os cristãos confiam nas palavras de Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também”, Jo 14:5. Os incrédulos não tem este consolo porque lhes falta conhecer a Jesus e a fé nele. Não sabem para quem vivem e não tem esperança.


Nós vivemos na esperança da vida eterna porque, Cristo veio ao mundo a fim de buscar e salvar o que estava perdido. Ele derramou o seu santo e precioso sangue a fim de obter a nossa redenção. Escreve o apóstolo João em Apocalipse 5.9: “Foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação”.


Nós vivemos consolados porque Cristo diz: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão eternamente e ninguém as arrebatará de minha mão”, Jo 10.27,28. Mas para obtermos a vida eterna importa que vivamos a nossa vida em Cristo.


Importa que busquemos perdão no precioso sangue de Jesus, para que sejamos encontrados entre aqueles dos quais escreve o apóstolo João: “Estes são os que atravessaram sãos e salvos a grande perseguição. São as pessoas que lavaram as suas roupas no sangue do Cordeiro, e elas ficaram brancas”, Ap 7.14.


Vamos viver na esperança da ressurreição dos mortos e vida eterna. Vivendo nesta certeza sempre teremos perdão, paz, consolo e conforto para as nossas vidas. Sejamos sábios, conformando-nos com a vontade de Deus, mesmo quando ele chamar um de nossos amigos queridos para a vida eterna. Vivendo pela fé em Cristo também seremos levados a glória celestial. A m é m .




Rev. Edgar Buss Leitzke

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