Olho grego, pata de coelho e ferradura

“Se olha com os olhos e não com as mãos”. Quem nunca ouviu isto dos pais, dentro de um supermercado ou de uma loja, quando ainda éramos crianças? A essência do ser humano é ser palpável. Não basta apenas ver, é preciso pegar, tocar, sentir e ter diante de si algo físico.


E quando o assunto é espiritualidade, infelizmente, o ser humano continua nesta necessidade de “ter algo em mãos” – como as crianças (e adultos) diante de uma gôndola.


E nesta ânsia por se ter algo palpável para depositar ali o seu coração, muitos têm embarcado em tristes crendices. Ferradura, pata de coelho, olho grego e tantas outras infinidades de objetos estão presentes em muitas vidas.


Aliás, fico triste em ver um crescente uso do olho grego. Sua história diz que ele é um objeto místico que traz paz, prosperidade, saúde e até mesmo protege contra inveja e mau olhado. Será mesmo? E a pata de coelho? Se trouxesse tanta sorte e proteção, será que suas quatro patinhas não teriam o protegido do caçador que o abateu e o transformou em objeto de proteção?


Não é de hoje que o ser humano precisa de algo palpável e visível para depositar seu coração. Já nos tempos bíblicos isto acontecia. À beira do monte Sinai e percebendo a enorme demora de Moisés em descer deste monte, Arão convidou o povo para criar seus próprios deuses, construídos com suas joias de ouro. Ele construiu um bezerro de ouro fundido, o qual tinha até mesmo um altar.


E ali mesmo, à beira do Sinai, o povo adorou um simples objeto de ouro e deixou o Senhor de lado. Obviamente que a ira de Deus se acendeu contra aquela atitude.

Assim nos diz a palpável e visível Palavra de Deus: “A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver” (Hebreus 11.1). Pela ação do Espírito Santo, mediante esta visível Palavra, somos conduzidos à fé naquele que está muito além dos nossos sentidos: Jesus.


De maneira bem visível a todos que estiveram no Gólgota, diante da cruz, o Salvador derramou seu sangue para perdão e salvação. E, ao terceiro dia foi ressuscitado, aparecendo vivo e visível aos seus discípulos e, em especial a Tomé, que precisava ver e tocar para acreditar.


Ele foi surpreendido com o Salvador bem visível e palpável diante de si. E para ele, o Salvador disse: “Você crê porque me viu? Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!” (João 20.29).


Então fica a dica: não deposite seu coração em simples objetos. Confie somente no Senhor, no seu cuidado, no seu Filho Jesus, na sua Palavra. É o próprio Senhor quem nos ensina no primeiro mandamento: “Eu sou o Senhor teu Deus, não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.1).





Pastor Bruno Serves

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