O tempo mecânico


Tic- tac, sim ele é o senhor do tempo. O tic- tac governa os homens, ainda mais na contemporaneidade. Podemos resumir ela em três palavras: pressão, agilidade e intolerância. Estamos no advento da pressão, isto é, tudo exige rapidez, fazer tudo em menos tempo possível. Sendo assim, o indivíduo precisa ser ágil, não tem muito tempo para pensar. Pressão gera agilidade, claro, na força, no entanto, o sujeito precisa se equilibrar sobre o tic- tac. E a intolerância, outra criação da contemporaneidade, sim, a velocidade diminuiu a paciência. As pessoas querem as coisas para ontem! Elas também precisam cumprir um dado tempo.

O tempo mecânico é um tempo imposto sobre as pessoas. Cada ser humano é diferente e com maneiras diferentes de lidar com o tempo, mas o tempo mecânico é imbatível, ele quer todos num mesmo ritmo. E o que sobra para as pessoas: ansiedade, insegurança, depressão, fobia e assim por diante. É, leitor, os ponteiros da atualidade são afiados. O ser humano precisa correr atrás do tempo, caso ele não corra atrás dele, ele cobra. O tempo mecânico é uma espécie de "deus" para os homens, ele alarga ou encurta o existir humano.

Estamos cercados pela corrida pelo tempo, da construção do tempo, pelo driblar do tempo, enfim, o tic- tac pode soar como alívio ou ansiedade para o homem moderno. Pensamentos sob ponteiros, passos sob minutos, projetos feitos em segundos, não é fácil. Pois bem, em tempos tão apertados pelos ponteiros, como é bom lembrar de Jesus, o Filho de Deus. Ele que é acima do tempo dos homens. Em tempos tão mecânicos, onde o homem é pressionado, Jesus traz seu amor e misericórdia. Somente ele tem o verdadeiro tempo: perdão, salvação e comunhão com Deus. Jesus leva o tempo dos homens, ampara e renova. Sim, irmãos, Jesus é o tempo do cristão.





Rev Artur Charczuk

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