O semáforo

Também chamado de sinaleira, pelo menos aqui no sul. O semáforo, digamos assim, tem por objetivo de organizar o trânsito e pedestres, embora não aconteça sempre. Alguns testam a paciência dos motoristas, demorados, outros são bem rápidos. No entanto, vocês já devem ter percebido, o semáforo não é mais apenas um espaço de espera e de largada. Ele deu uma ampliada considerável, ou seja, o semáforo é um abrir e fechar de cortinas. Sim, enquanto o sinal está vermelho, o motorista pode apreciar apresentações: mágicas, engolidores de fogo, apresentações de danças, equilibristas e assim por diante.


O semáforo fecha e a cortina está aberta, a arte está aberta, a imaginação está aberta, o motorista é convidado a sair detrás do volante e acompanhar o desenho da arte no movimento do artista. Pode estar frio ou calor, ensolarado ou nublado, mas a arte de rua brota do asfalto com grande força e coragem. Porque diante dela estão vários motoristas e com seus inúmeros humores: pacientes e impacientes, atentos e desatentos, cara branda ou fechada, enfim, é o público da arte urbana. Tais artes estão ali para dar uma colorida nas vidas das pessoas, claro, sabemos que a profissão da arte é muito difícil, o artista precisa sobreviver, é uma luta diária no Brasil. Mas tivemos um 2020 tão difícil, né, com tantas situações problemáticas. E o 2021 está começando como um peso de concreto, ou seja, tortuoso e com mais desafios. Sendo assim, quando vejo a arte acontecendo no semáforo, dá um sentimento de que ela é um pequeno sorriso no rosto da sociedade, sabe aquele sorriso que acontece no canto da boca? Um sorriso que vai moldando um rosto triste? Pois é assim que a arte faz, ela é a pontinha de um sorriso no rosto de uma sociedade triste. Ela mostra que ainda existe esperança.


Como o semáforo está modificado, né, é um sinal fechado, vermelho, mas que abre o coração para a criatividade de terceiros. Criatividade que faz habitação no público, nos motoristas. E quando o semáforo está no sinal verde, é hora de ir, as cortinas estão novamente fechadas. O público retorna para seus compromissos e afazeres. Geralmente, nem sempre, o artista ganha algumas moedas ou notas, mas ele entregou toda sua riqueza para a plateia: sua arte, sua criatividade.


A sociedade está precisando sorrir, as sementes da arte precisam ser lançadas para mais longe, elas precisam ultrapassar concretos e semáforos. Mas e Jesus? Sim, Jesus Cristo, ele é tudo para nós, suas sementes precisam ir sempre para mais longe, elas precisam atingir pessoas e sociedades tristes. Sementes moldadas pelo perdão, salvação e vida eterna. Jesus tudo entregou para a humanidade. A arte é bonita? Claro que é! Mas ela passa, o Filho de Deus não.




Rev Artur Charczuk

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