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  • PENSE NISSO Teológica

Não perca o foco!

Você sabe com quem Jesus estava conversando quando disse: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16)?

Jesus chegou ao ponto decisivo de sua resposta à pergunta de Nicodemos. Qual foi a pergunta de Nicodemos? Jo 3.4. “Nicodemos perguntou: Como é que um homem velho pode nascer de novo? Será que ele pode voltar para a barriga da sua mãe e nascer outra vez?”. Aos Romanos (Rm 8.3-4), Paulo explicita que sem Jesus, sem a cruz é impossível nascer de novo. Se é necessário que alguém nasça novamente é sinal que o mesmo está morto. O apóstolo Paulo aos cristãos da Ásia Menor (Ef 2.1) escreve que quando as pessoas dão um passo em falso na sua caminhada o resultado é a morte. E para que viva, é necessário que sejam levados a conhecer seus pecados e reconhecer a salvação em Jesus.

Nicodemos quer saber como nascer de novo, e Jesus o indica pela história da serpente de bronze. Qual é a lição dessa história apresentada em Números 21.4 – 9?

“Então os israelitas saíram do monte Hor pelo caminho que vai até o golfo de Ácaba, para dar a volta em redor da região de Edom. Mas no caminho o povo perdeu a paciência e começou a falar contra Deus e contra Moisés. Eles diziam: — Por que Deus e Moisés nos tiraram do Egito? Será que foi para morrermos no deserto, onde não há pão nem água? Já estamos cansados desta comida horrível! Aí o SENHOR Deus mandou cobras venenosas que se espalharam no meio do povo; e elas morderam e mataram muitos israelitas. Então o povo foi falar com Moisés e disse: — Nós pecamos, pois falamos contra Deus, o SENHOR, e contra você. Peça a Deus que tire essas cobras que estão no meio da gente. Moisés orou ao SENHOR em favor do povo, e ele disse: — Faça uma cobra de metal e pregue num poste. Quem for mordido deverá olhar para ela e assim ficará curado. Então Moisés fez uma cobra de bronze e pregou num poste. Quando alguém era mordido por uma cobra, olhava para a cobra de bronze e ficava curado.”

O povo de Deus, libertado da escravidão egípcia, após 2 anos no Sinai, está caminhando na região do Neguebe, ao sul da terra prometida. Estão Cades Barnéia. Cades Barnéia já chama a atenção, pois, Cades (Kadosch, significa santo). No entanto, santo a maneira e compreensão cananítica. Cades era santo porque para os cananeus um santo eram aqueles que adoravam um dos muitos deuses, de maneira especial os deuses da fertilidade.

De acordo com o capítulo 20 vemos que o povo de Deus perdeu dois dos seus três grandes líderes (Miriam e Arão). Não bastasse a morte de dois líderes, outro fato foi que o rei Arade sabendo da presença do povo de Deus em terras cananeias, ataca o mesmo e leva alguns cativos. O povo fica transtornado.

Esses episódios geraram uma intranquilidade ao povo. E em meio a essa insegurança, o povo pede a Moisés para que interceda junto a Deus e saiba se devem ou não atacar o rei Arade. E a resposta de Deus é: Ataque!

O povo ataca e vence. No entanto, o povo passou a se sentir todo poderoso. A vitória subiu à cabeça. O povo quis ir de Hor direto para a terra prometida, afinal, estavam muito próximos. E pensavam que poderiam vencer qualquer inimigo por si mesmos. E contrariando o momento de alegria do povo após as tragédias, Deus orienta que o povo tome outra direção.

Um verbo muito frequente em números - “Viajar” ou seja, “levantar acampamento”. No entanto, esse “levantar acampamento” acontece por orientação divina. O povo viaja porque Deus quer. Essa viagem acontece “pelo caminho do mar vermelho, a rodear a terra de Edom” (Nm 21.4), atravessam à Palestina e a Transjordânia, uma terra árida e difícil. “Porém o povo se tornou impaciente no caminho” (Nm 21.4). O termo “impaciente” é a tradução do verbo hebraico que pode ser traduzido como encurtar, significando que o povo encurtou, mas não por cansaço e sim por ira. O povo ficou tão nervoso e raivoso por não poderem ter ido direto a terra prometida estando tão próximos que se sentiram cansados.

Assim, “o povo falou contra Deus” (Nm 21.5), ou melhor, de acordo com o verbo hebraico “afrontou”. Essa afronta é indicada pelo “porque?” Lâmâh, uma pergunta que visa uma reação. O porque é uma pergunta afrontosa.

Mas, a afronta não termina nessa pergunta, vai além da mesma. O povo diz: “nos fizeste subir da terra do Egito para morrermos no deserto, onde não há pão nem água?” (Nm 21.5).

O povo afronta a Deus dizendo que não existe pão (alimento e não há água). Mas, Israel tem tudo isso. Para afrontar a Deus, não citaram as codornizes e todas as coisas boas que Deus lhes havia dado.

O povo afronta a Deus dizendo que por sua culpa estavam à beira de um precipício, estavam impacientes: “nossa alma tem fastio deste pão vil” (Nm 21.5). O povo estava desanimado nessa caminhada que parecia não ter fim.

O povo falava contra Deus sem julgamento e sem critério. Ao dizerem “pão vil”, por vil referiam-se a uma planta que não era apetitosa, sem gosto, desprezível. Esse é o ataque mais forte que temos registrado nas Sagradas Escrituras contra Deus. O povo se queixa contra a providência divina.

Desde o capítulo 17 de Números, Deus reage com palavras, dando uma oportunidade ao povo. Mas, aqui em Números 21, é a primeira vez que isso não acontece. Deus não interfere com palavras, mas com ação.

Já que a pergunta afrontosa esperava uma reação, a reação de Deus foi “mandar, enviar” serpentes abrasadoras, voadoras, brilhosas. Muitos foram picados e morreram.

Diante da reação de Deus, o povo reconhece sua situação: “e veio o povo a Moisés e disseram: pecamos” (confissão).

“E disse Deus a Moisés, faze ...” Fazer o que? “algo que seja abrasador e coloca sobre o estandarte”. A serpente abrasadora era uma bandeira, um símbolo que orientava para onde olhar. Era um mastro que sinalizava. “E acontecerá que todo que for mordido e olhar para ela, então vive” (Nm 21.8).

“Olhar para ela” – o verbo nâvât significa não apenas olhar, mas, concentrar-se no que se está vendo. Focar atenção. Desviar o foco de outras coisas e prestar atenção só naquilo.

Assim, em seu diálogo com Nicodemos, Jesus enfatiza que é preciso ficar-se apenas em Jesus, o amor encarnado de Deus pelo ser humano.

Corremos perigo! A salvação está em jogo.

Nicodemos, assim como muitos líderes religiosos de sua época haviam deixado de focar sua atenção no salvador. Estavam olhando para si mesmos.

Vivemos agora o período da quaresma, e muitos olham para suas realizações quaresmais e estão deixando de focar sua atenção na cruz de Jesus.

Jesus estava dizendo à Nicodemos que só havia um meio de salvação para aquela geração no deserto: era necessário que uma serpente de bronze fosse levantada e que qualquer pessoa que focasse sua atenção na mesma seria salva.

Por esse motivo, diz à Nicodemos, desse modo. Jesus precisa ser levantado no alto de uma cruz e todo aquele que crê nesse Jesus, tem a vida eterna.

Respondendo à Nicodemos, Jesus afirma que o passo decisivo para tornar-se nova pessoa é focar sua atenção em Cristo, pois só ele dá vida.

Jesus estava dizendo: Nicodemos pare de se agarrar na religiosidade aparente. Agarre-se à Cristo! Tão somente a Cristo. Uma vida sem Cristo não é vida. E é exatamente isso que Paulo escreve aos cristãos da Ásia Menor: Ef 2.1-10.

O mundo continua mundo e como mundo no final do capítulo 2 do evangelho de João vemos Jesus falando sobre a natureza humana. A mesma é má, corrupta e vive queixando-se de Deus, por isso, Jesus precisou ser pendurado.

Corremos perigo! O perigo é deixarmos de olhar para a cruz de Jesus. O perigo é deixarmos de apontar para a Cruz. Sem a cruz, sem Jesus, deixaremos que as ovelhas que não são nossas, morram pelas mordidas do Diabo.

Não importa como está sendo e como será a nossa caminhada – é necessário manter o foco! E o foco é o amor de Deus em Jesus: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Sem Jesus estamos mortos! Focados em Jesus estamos vivos!



Rev. Edson Ronaldo Tressmann

sermoescristoparatodos.blogspot.com.br

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