Não briguem inutilmente


Evangelho de Marcos, capítulo 9


Queridos irmãos em Cristo.


A Paz do Senhor esteja com todos vocês.


Quando lemos o texto de Marcos 9, vêm à mente muitas situações pelas quais passamos quase sempre.


Momentos de discussão.


E onde costumam levar os momentos de discussão? A mais discussão, rancores e inimizades.


Mas qual era a situação em Marcos 9?


Logo no início do capítulo acontece a transfiguração de Jesus Cristo, fato presenciado por apenas três discípulos de Jesus: Tiago, João e Pedro. Foi o momento em que Deus falou pessoalmente: “Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz!” (Mc 9.7).


Estavam também presentes ali, como uma concessão divina, Elias e Moisés, dois dos grandes profetas do povo de Israel, se não os maiores profetas...


Não é a toa que Pedro diz: “Mestre, como é bom estarmos aqui!” (Mc 9.5). Ele estava fascinado com a proximidade de Deus. E dos profetas. Ele ficou maravilhado com a revelação divina do Senhor Jesus Cristo, confirmada pela voz de Deus que vinha do céu.


Mas eles precisavam descer o monte...


Ao descer a situação não podia ser pior:


Um pai desesperado trouxe seu filho para os discípulos de Jesus, mas eles não conseguiram libertar o menino. Então os escribas usaram isso contra eles. Estavam tentando desacreditar os discípulos e por consequência, Jesus também. Então eles estão discutindo e no meio disso tudo está o pai com seu filho. E em volta, assistindo pra ver o desfecho, está a multidão.


De repente desce Jesus do monte Tabor. Uma montanha que tem mais ou menos 2km de caminho de subida e que é bastante íngreme.


Jesus aparece e as pessoas ficam surpresas e logo acorrem a ele.


Jesus, percebendo o desentendimento pergunta: “O que vocês estão discutindo com eles?” (v. 16).


Antes mesmo que alguém respondesse o pai pula na frente e fala do seu caso. Conta também que tinha entregue o menino aos discípulos que não conseguiram nada, se não, fracasso.


Jesus acabou com a discussão e tomou o caso nas mãos.


A primeira coisa que fez foi repreender a todos que ali estavam e, no meio desses, os próprios discípulos, que também faziam parte da “Gente sem fé”.


Discutir não ia resolver, aliás, raramente resolve algo quando alguém se exalta e perde a razão. Quando ofende àquele a quem chama de irmão por bobagens. Só pra “não ficar pra trás”!


Pessoas que discutem por qualquer coisa, também ouviriam “Gente sem fé”. Pra que vocês discutem? Tragam o caso de vocês pra mim. Assim Jesus fez: “Tragam o menino aqui.” (v. 19).


Assim que Jesus diz isso, a multidão se aglomera rapidamente. Todos querem ver o que vai acontecer. E não é bonito o que todos vão presenciar: chega uma criança, possuída por um demônio, que lhe causava problemas físicos (comparáveis ao que hoje chamamos de epilepsia). Quando chega à presença de Jesus, o espírito mal agita violentamente o menino, que cai e começa a rolar-se no chão. Certamente se enchendo de mais lacerações e feridas. Isso tudo aconteceu aos olhos daquele pai e aos olhos da multidão, que já tinham visto os discípulos falharem.


Antes ainda de curar, Jesus pergunta desde quando o menino estava assim e ouve do pai que era desde muito pequeno. Quanto sofrimento para um pai e uma família! Quantas vezes viu seu filho quase morto afogado ou queimado, pois o espírito muitas vezes jogava o menino na água e no fogo. Então o pai implora: “se o senhor pode, então nos ajude.” (v. 22).