Maria, José e a bondade de Deus

Quero lhes convidar a apreciar o nascimento do Salvador através do olhar de Maria e José. E arrisco-me a fazer um convite um pouco mais ousado: a nos colocarmos no lugar de Maria e José. Não apenas na noite de natal, mas em toda a infância, adolescência e vida adulta de Jesus. Ok, sabemos que Jesus é o Filho de Deus, mas o Senhor escolheu o lar daquele jovem casal temente a Deus para o seu Filho amado nascer e crescer.


E sob esta ótica, imaginemo-nos no papel de Maria e José. Teríamos dentro de casa, sob os nossos cuidados, um bebezinho que era aguardado por todo o povo do Antigo Testamento. E, através dos anos, faríamos da nossa casa a casa do Filho de Deus, onde ele passaria sua infância, adolescência e vida adulta. Claro que esta situação traria grande honra e louvor! Mas será que isto também não traria um certo melindre ou preocupação? Será que seríamos bons pais para Jesus? Teríamos que estar sempre nos policiando para não revelar ao menino Salvador nossas fraquezas? Poderíamos dizer “não” para o Filho de Deus ou ele poderia comer sorvete a qualquer hora do dia? Poderíamos continuar assistindo nossas séries na Netflix, sabendo que o Filho de Deus estaria de olho em tudo o que fizermos? E o churrasquinho com cerveja no final de semana, será que daria para fazer?


Quem sabe Maria e José também se viram diante de situações parecidas com estas durante o crescimento de Jesus. Porém, antes mesmo do natal, Deus os estava ensinando que seu Filho não seria enviado como um espião enviado dos céus para revelar os pecados secretos de Maria e José. Deus já havia lhes avisado: “você terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1.21). Aquele lar não tinha um pequeno juiz ou um relator de pecados alheios, mas literalmente o perdão em pessoa. Também para Maria e José, para suas falhas e fraquezas.

O natal que bate à nossa porta continua sendo o natal do perdão, do Deus Conosco. Mesmo que haja lugares vazios à mesa, mesmo que seja um natal com medicações pesadas, mesmo que seja um natal longe de quem amamos, mesmo que seja um natal sob os temores e cuidados e uma pandemia, o Salvador continuará habitando, por sua poderosa Palavra, em nossos lares. Não para ser um espião de pecados ocultos, mas para ser consolador, perdoador e nos lembrar que a vida verdadeira ainda está por vir. Graças a morte e ressurreição do menino Salvador.


Então fica a dica: assim como Maria e José, também somos convidados a apreciar no Salvador a bondade de Deus. Natal é tempo de celebrar a misericórdia de Deus.




Pastor Bruno Serves

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