Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai...”


Seja qual for à situação e o momento é necessário levantar e ir!


Procurando de emprego? Levante-se e vai - mesmo que não haja certeza que irá conseguir.


Precisando de ajuda? Levante-se e vai - independente de quantas casas terá que bater na porta.


Está doente? Levante-se e vai ao médico - só será necessário que o médico esteja atendendo.


Desanimado ou deprimido? O conselho é: “levante-se, saia dessa situação. Reaja!” Porém, quem enfrenta essas situações sabe que não é tão simples assim.


Ao ler as palavras ditas pelo filho pródigo: “levantar-me-ei e irei ter com meu Pai...”, não foi tão simples quanto é em outras situações.


O filho que pegou sua parte na herança e esbanjou tudo e ficou sem nada, levantou-se e foi voltou para casa. Uma casa na qual ele não tinha mais direito a nada, afinal, pegou sua parte e a esbanjou. Não foi tão simples levantar-se e ir para casa!


Quantas foram às perguntas e dúvidas desse filho esbanjador na sua volta para casa? A única coisa que ele tinha agora era fome e disposição para trabalhar por comida (Lc 15.19).


Em meio a sua angústia de alma, o filho esbanjador é recepcionado por seu pai com um abraço e um beijo (Lc 15.20). E seu pedido (Lc 15.21) não foi aceito, na verdade, ele foi restituído na posição de filho e com seus direitos readquiridos (Lc 15.22).


O filho pródigo se levantou e foi até seu Pai... no entanto, nunca imaginou que seria recepcionado com um abraço e um beijo e seria restituído na posição de filho.

Foi difícil para o filho pródigo levantar-se e ir até seu pai!


O perdão do pai deu outra vida para o ex filho esbanjador. Porém, a atitude do pai deu outra vida para o filho mais velho. O perdão do pai revelou o que havia no coração do filho mais velho. Ele ficou zangado (Lc 15.28). Sua raiva foi para com o pai (Lc 15.29-30). Tudo o que ele esperava era retribuição do pai pelo seu servir!


Essa era a crítica dos fariseus e escribas (Lc 15.1). Não compreendiam como Jesus assentava-se com pecadores e publicanos e parecia esquecer-se dos fariseus, escribas e tantos outros que com tanto zelo o serviam.


A atitude de perdão – não esperada pelo filho esbanjador e que lhe trouxe grande alegria, assim como trouxe alegria para o pai, não foi motivo de alegria para os zelosos e dedicados.


Pelo profeta Ezequiel, ouvimos Deus dizer que “não se alegra com a morte do pecador” (Ez 33.11) e seja qual for seu pecado, não importa o quanto tenha esbanjado, levantando-se e voltando ao Pai, será recebido com um abraço e um beijo, ou seja, será restituído à posição de filho (Lc 15.22).


O que essa atitude perdoadora do Pai lhe causa? Para alguns ela causa estranheza. Outros julgam essa atitude errada, a ponto de justificar dizendo que é por isso que muitos desperdiçam a sua vida, pois no final, diante do arrependimento serão perdoados e assim, muitos cristãos tomam o caminho do filho esbanjador e acabam se perdendo em seus caminhos e por não entenderem a atitude do Pai em perdoar, nunca mais voltam aos braços misericordiosos de Deus.


A lição de Jesus com a história do filho pródigo, registrado apenas por Lucas, quer nos ensinar que não importa o quanto tenhamos esbanjado da graça de Deus. Ou seja, não importa o quanto temos aproveitado a vida com prazeres e vícios, é preciso ver que esse caminho é cheio de frustração e o retorno desse caminho é árduo, mas, abandonar esse caminho e voltar é encontrar um pai que está esperando a volta e receberá com um abraço e um beijo. Sendo assim, “levantar-me-ei e irei ter com meu Pai...” (Lc 15.18). Amém




Rev. Edson Ronaldo Tressmann

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