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Feliz todos os dias das mães

Os primeiros vestígios de comemoração do dia das mães foram deixados pelos gregos que homenageavam a deusa Reia, adorada como mãe de todos os seres. Dedicavam-lhe um dia durante o qual lhe faziam oferendas e presentes. Os romanos, há aproximadamente 250 A.C., também costumavam praticar um culto semelhante, dedicando 3 dias (entre 15 a 18 de março) de festas em homenagem à Cibele, mãe dos deuses. Nos primeiros anos do cristianismo, os cristãos homenageavam a Virgem Maria, a mãe de Jesus. À medida que se expandiu pela Europa, passou-se a homenagear a Igreja Mãe – tido como protetora contra o mal e fonte da vida. Com o tempo, o “Domingo da Mãe” (Igreja), confundiu-se com a homenagem às mães de cada cristão. No entanto, é na Inglaterra, no século XVII, que se encontra a experiência mais parecida com comemoração atual (visitar a mãe e dar presente). Os ingleses comemoravam o “Domingo da Mãe” – 4º domingo de Quaresma (quarenta dias da Páscoa) com missas nas quais os filhos as presenteavam. Tanto os filhos das camadas sociais mais baixas que, em geral trabalhavam longe de casa, quanto os servos recebiam folga do trabalho para visitar suas mães. Conhecida como “Mothering Day”, essa era uma liberalidade dos patrões ingleses que, naquela época, obrigavam os operários a trabalhar aos domingos. Nos Estados Unidos, a idéia de um dia dedicado às mães foi ventilada pela primeira vez por Júlia Ward Howe que, em 1872, organizou em Boston um encontro de mães para lutar contra a crueldade da guerra e por um dia de paz. Foi autora do “Hino de Batalha da República” e era casada dom Samuel Gridley Howe, um líder em educação progressiva e abolicionista. Mas foi a professora Anna Jarvis, filha de pastores da pequena cidade de Grafton da Virginia Ocidental que, em 1905, com um grupo de amigas resolveu organizar um movimento para instituir um dia no qual as crianças homenageassem e honrassem as suas mães. A data escolhida foi a da morte de sua mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, a quem considerava um exemplo de mulher por ter prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil América. Em 10 de maio de 1907, Igreja (Pentecostal) de Grafton, em homenagem aos serviços prestados pela mãe de Jarvis, celebrou o primeiro Dia das mães, com cravos brancos, hoje símbolos da pureza, força e resistência das mães. A primeira celebração oficial realizou-se em 26 de abril de 1910 no Estado da Virgínia Ocidental, cujo governador, William E. Glasscock, fez constar no calendário oficial. Em 1911, praticamente todos os estados americanos celebravam a data. Em 1914, o Congresso Norte-Americano vota uma lei e o presidente Woodrow Wilson a sanciona, declarando o segundo domingo de maio como “Dia da Mãe” em todo território nacional. A partir daí, muitos países imitaram a iniciativa anexando a comemoração em seus calendários. Porém, não há unidade quanto à data. Portugal, por exemplo, que dedicava às mães o dia 8 de dezembro, atualmente o faz no primeiro domingo de maio. Essa mesma data é consagrada na África do Sul. Na Noruega, a comemoração ocorre no segundo domingo de fevereiro. Na Argentina, no segundo domingo de outubro. Na Espanha, 08 de dezembro. No Líbano, no segundo dia da primavera. No México, dia 10 de maio. Na Suécia, no último domingo de maio. Como já vimos, nos Estados Unidos é comemorado no segundo domingo de maio e, na Inglaterra, no quarto domingo da quaresma. No Brasil, foi a Associação Cristã de Moços de Porto Alegre quem promoveu o primeiro dia das mãos do Brasil, no dia 12 de maio de 1918, por iniciativa de Eula K. Long. Em São Paulo a data é comemorada desde 1921. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou a comemoração estabelecendo como data o segundo domingo de maio, através do Decreto 21.366. O Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, em 1947, determinou que a data integrasse também o calendário oficial da Igreja Católica. Aos poucos, o feriado se tornou lucrativo, inicialmente para os comerciantes de cravos. A comercialização da data, enfatizando a compra de presentes em detrimento de conteúdo de amor e solidariedade, fez com que Anna Jarvis, voltasse a se movimentar, liderando, em 1923, um movimento contra o aviltamento comercial da data. Nesse ano, chegou a entrar com um processo para revogar o dia das mães, sem obter êxito. “Não criei o dia das mães para ter lucro” teria declarado a um repórter. Anna Jarvis morreu em 1848, sem ter tido filhos.

É interessante olharmos para o dia das mães enquanto uma data criada pelos homens. No entanto, é importante lembrarmos de nosso Deus, sim, aquele que concedeu a figura da mãe para todos nós. Dia das mães é tempo de celebrarmos sua importante figura, figura que exala os atos do filho de Deus, Jesus Cristo: amor, cuidado, misericórdia, carinho, etc. A mãe é um pedacinho do céu preparado para nós, ou seja, no aconchego maternal está o doce amor sacrificial do Filho do Criador. Para os homens existe data para lembrança, dia das mães, mas para Jesus é sempre, isto é, mãe é figura amada todos os dias. Feliz dia das mães! Para a humanidade; feliz todos os dias das mães! Para Jesus Cristo.


Rev Artur Charczuk

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