Deixar tudo para trás


Vocês conhecem o jovem rico? Ele é aquele rapaz que preferiu as riquezas a seguir o Salvador Jesus.


É muito fácil atirar pedras no jovem rico, mas quem seria capaz de fazer o que Jesus pediu? Eu faria! — Responde alguém entusiasmado. E daí alguém outro diz: eu também...

Então chega a hora da prática:


Deixar família (não pra arrumar outra), mas para seguir o Mestre.

Desfazer-se de todos os bens e dar o dinheiro aos pobres.

Esquecer emprego e sustento.

Esquecer roupas e luxo e sair andando pelos desertos atrás de Jesus, junto com outros discípulos.


Poucos fariam isso. Aliás, poucos fizeram. Temos 12 apóstolos que deixaram tudo: suas famílias, suas redes e tudo mais, para seguir Jesus. Há também outros que deixaram tudo para trás. E estes logo entenderam que o ponto crucial não está em ficar pobre, ou deixar o emprego. E nem mesmo o fato de dar tudo aos necessitados.


O deixar tudo para trás é colocar Jesus em primeiro lugar.


Alguns apóstolos, Pedro, por exemplo, tendo deixado tudo para trás, vez por outra voltava à sua casa, para estar com sua família. Numa dessas voltas, Jesus estava com ele e curou sua sogra. Como registrado em Mateus 8.14-15: “Jesus foi à casa de Pedro e viu a sogra dele de cama, com febre. Jesus tocou na mão dela, e a febre saiu dela. Então ela se levantou e começou a cuidar dele.”

E Pedro já tinha deixado tudo para seguir Jesus, como ele mesmo afirma: “Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor.” (v. 28) Será que Pedro deixou ou não deixou tudo para trás?


Novamente aqui é preciso estar seguro do que Jesus quer ressaltar no texto do evangelho de hoje. E o que ele quer apontar é a importância do Reino. Que é mais importante do que tudo.

Deixar algo para trás não é desprezar aquilo que se deixa. Mas é saber que por mais importante que algo possa ser, Jesus é o principal.

Por mais importante que seja a nossa vida, é melhor morrer testemunhando do que negar o Senhor e queimar no inferno. Por mais importante que seja o dinheiro, é melhor passar fome, do que usar o dinheiro para afastar-se de Deus. É por isso que um camelo passa fácil pelo buraco de uma agulha enquanto o rico ficará preso.


Porque muitos (se não quase todos) que têm dinheiro, se deixam controlar pelo dinheiro. Vivem para e pelo dinheiro, para ganhar e para gastar. Não têm tempo para nada. E o pior, não têm tempo para Deus.

Têm tempo para suas viagens. Têm tempo para negócios e estudos, mas nunca têm tempo para a oração.

Um exemplo rápido. O tempo para as orações em nossas vidas. Se você orar por 10 minutos, todos os dias, terá orado 70 minutos por semana. Totalizando 60 horas por ano.

Quanto tempo você gasta com a TV? E lendo jornais? E ouvindo rádio? Em filas de banco e tantas outras filas? Passeando? 60 horas são apenas 2 dias e meio em um ano. E muitas vezes achamos muito difícil, em 365 dias, tirar 3 dias de tempo pra falar com Deus.


E quantos rejeitam o culto, quando vir ao culto é a maior oportunidade da semana. Deveríamos esperar pelo culto, como uma criança espera pelos presentes de Natal.

O culto é nosso momento máximo de comunhão, adoração, ensino, compromisso e muito mais.

Este é só um exemplo de que às vezes deixamos para trás aquilo que deveria estar em primeiro plano. Assim, se sobrar tempo, vamos ao culto, vamos orar, vamos ofertar...

Aqui outro ponto:

O apego aos bens materiais atrapalha a obra de Deus. Muitos não ofertam porque não confiam no Senhor. Ou porque acham que os outros têm mais dinheiro e deveriam ofertar mais.

Quem é infiel na oferta, está sendo um bom e útil instrumento de Satanás, para atrapalhar a obra do Senhor. Porque sem oferta, não se abre igrejas. Sem oferta, não se compra material evangelístico. Sem oferta, muitas igrejas ficam sem pastor. Sem oferta, muitas pessoas passam fome, porque não temos como comprar mantimentos para levar a elas. E muito mais deixa de ser feito.


Nenhuma obra que fazemos no serviço do Senhor é em vão. Deus multiplica o trabalho de nossas mãos às centenas e aos milhares. As-sim, a minha oferta, por menor que eu ache, fará toda a diferença na obra do Senhor.