Barnabé era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé


Dia 11 de junho, a igreja cristã celebrou o dia de Barnabé, o apostolo. Dia 12 de junho é o dia em que lembramos o Concilio de Niceia (325 a.D.). Nessa mensagem quero refletir junto contigo sobre a pessoa de Barnabé.


Barnabé foi um dos primeiros cristãos mencionados em Atos dos Apostolos. Seu nome era José, mas Lucas interpretou seu nome apostólico como “filho da consolação” (Barnabé, At 4.36).


Tudo o que se sabe da vida de Barnabé vem, na maior parte, através do livro de Atos e cartas de Paulo. Barnabé é citado 29 vezes por Lucas em Atos dos Apostolos e outras cinco vezes por Paulo em suas cartas.


Barnabé era membro da Igreja Primitiva de Jerusalém, descendente da tribo de Levi.


Lucas relata em Atos 4.36 que Barnabé vendeu uma propriedade, talvez em Chipre, e trouxe o dinheiro da venda do imóvel aos apostolos para que as necessidades dos membros mais pobres da igreja fossem supridas. Dessa forma (At 4.32-37), Barnabé é citado como exemplo de generosidade.


O ministério de Barnabé ficou notório quando chegou a noticia de que na Antioquia da Síria, entre os cristãos helenistas que haviam se refugiado ali devido à perseguição, se iniciou na Judéia após a morte de Estevão, uma grande evangelização. Barnabé foi enviado para Antioquia com intuito de verificar a situação e agir conforme apropriado (At 11.22).


Barnabé ficou maravilhado ao ver gentios pagãos serem convertidos ao evangelho. Ele “se tornou uma grande força” para aquele trabalho evangelístico.


Com a conversão de Saulo de Tarso, Barnabé foi quem o apresentou aos apóstolos em Jerusalém (At 9.27). Os cristãos estavam desconfiados de que Paulo estava apenas querendo espionar e sua conversão era apenas um disfarce. Barnabé convenceu a todos da conversão de Paulo. A partir daí, no livro de Atos, Lucas passa a enfatizar a pessoa de Paulo e os que estavam com ele (At 13.13). Após algum tempo de trabalho entre os gentios, Barnabé e Paulo voltaram a Jerusalém e receberam apoio da igreja e a certeza de que os gentios convertidos seriam integrados a comunhão cristã sem a necessidade da circuncisão (At 15.1-5,12, 22-29).


Barnabé e Paulo - a dupla missionária - pregou em Antioquia da Psidia, Listra, Icônio e Derbe (At 13.42-51; 14.1-7, 19-21). Eles indicaram e promoveram homens aptos para futura liderança de cada igreja (At 14.23).


A figura de Barnabé era reconhecida pelas pessoas, a ponto de na cidade de Listra o chamaram de Júpiter e Paulo de Mercúrio, pois era ele quem falava (At 14.12).


Lucas faz a seguinte descrição de Barnabé: “... era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muitos se converteram ao Senhor” (At 11.24).


Barnabé teve uma contribuição significativa no ministério do apostolo Paulo.


Sendo que a igreja de Jerusalém enviou Barnabé para Antioquia, e o trabalho ter obtido resultados, Barnabé viu a necessidade de auxilio na obra. Ali percebeu uma oportunidade propicia para engajar Paulo no trabalho. Essa atitude deu inicio a uma grande obra missionária relatada em praticamente metade do Novo Testamento.


Observe que Deus usa os seus e para tal fato dirige os acontecimentos para realizar sua obra e seus obreiros. Na época houve uma grande fome e escassez e com isso Paulo e Barnabé foram de Antioquia visitar Jerusalém e levar uma oferta contra a fome que assolava a região (At 11.30). Naquela ocasião foi reconhecido pela igreja, Pedro e João, que ambos, Barnabé e Paulo foram chamados para trabalhar entre os gentios (Gl 2.9). Nessa reunião estava com Barnabé e Paulo, a pessoa de Tito (Gl 2.1,9,13).


Na primeira viagem de Paulo e Barnabé, até certa altura Barnabé era o líder, no entanto, após o abandono de João Marcos, sobrinho de Barnabé, da viagem missionária, Paulo assumiu a liderança. A deserção de João Marcos acabou causando a ruptura da dupla missionária. O fato é que para a segunda viagem missionária, Barnabé desejava levar João Marcos, mas Paulo se opôs e assim, Barnabé e João Marcos viajaram para Chipre (At 15.36-40), Paulo segue com Silas para outros lugares.


O ministério de Barnabé com João Marcos foi bem sucedido (2Tm 4.11). É preciso enfatizar que houve reconciliação entre Paulo e João Marcos (2Tm 4.11; Cl 4.10).


Apesar de não mais viajarem juntos, a amizade de Paulo e Barnabé permaneceu, a ponto de nas suas referências à Barnabé, Paulo ter sido respeitoso, cheio de afeição, estima e reconhecendo-o como companheiro missionário para os gentios (1Co 9.6).


Só Paulo saberia dizer a contribuição de Barnabé ao trabalho entre os gentios.


Sobre a pessoa de Barnabé só um fato negativo é registrado na Bíblia. Paulo na carta aos Gálatas enfatiza que diante dos defensores da circuncisão Pedro e Barnabé se deixaram levar pela pressão desses e agiram de maneira hipócrita (Gl 2.12-14).


Barnabé foi o grande responsável para plantar igrejas desde Chipre até a Ásia Menor.


Paulo e Barnabé se auto sustentavam e para imprimir nas igrejas a necessidade das igrejas manterem os pregadores do evangelho, na carta aos Coríntios (1Co 9.14), o apostolo levantou a questão se apenas ele e Barnabé não tinham o direito de deixar de trabalhar (1Co 9.5-6).


Um leitor desavisado da Bíblia pode concluir que Paulo tenha feito tudo sozinho, mas, com a reflexão a respeito de Barnabé, o qual a igreja cristã lembra no dia 11 de junho, faz pensar na sua contribuição para o trabalho entre os gentios, sendo o iniciador desse trabalho, bem como aquele que apresentou Paulo a todos enquanto todos estavam desconfiados de Paulo.


“Barnabé era um homem bom, cheio do Espírito Sant e de fé” (At 11.24)


Barnabé é uma fonte de instrução para o trabalho pastoral.


1 - Barnabé mostra que um pastor precisa ser generoso em suas ofertas pela causa de Cristo. O pastor não é aquele que apenas vive das ofertas, ele também é um ofertante. Em situações especificas mantêm o trabalho. O pastor é exemplo de generosidade.


2 - Com Barnabé aprende-se que é preciso ser um homem de oração, buscando a direção do Espirito Santo na tomada de decisões;


3 - Barnabé ensina sobre a importância de sempre oferecer uma segunda chance ao errante;


4 - Barnabé instrui acerca do recrutamento e delegação de líderes para a igreja, mesmo quando há desconfiança de tais pessoas.


5 - Barnabé ilustra muito bem o quão é fácil ceder a pressão e cair no erro, mas, em como aceitar a exortação e corrigir-se.


6 - Barnabé mostra que o pastor necessita “ser pessoa de bem, cheio do Espírito Santo e de fé” (At 11.24).


7 – Contribuir para o ministério do outro.


8 – Nossa missão é sermos homens da consolação. E o consolo que temos a oferecer vêm da mensagem a respeito de Cristo.


Quantas lições de um instrumento usado por Deus para que sua obra avançasse entre os gentios. E muitas dessas lições precisam ser aplicadas em nossos dias para que a obra do Senhor continue avançando entre nós. Amém!





Rev. Edson Ronaldo Tressmann

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