Após a destruição


Têm muitos filmes que começam com o planeta Terra totalmente destruído, inabitável. Devido às guerras, radioatividade, mutações, epidemias, enfim, não é mais possível viver no planeta azul. Há um filme que diz que o planeta virou um lugar treinado para matar seres humanos, extremamente selvagem. Sendo assim, como não é mais possível viver na Terra, os povos humanos ficam dentro de uma nave espacial ou pulando de planeta em planeta. Mas o planeta sempre é posto como o inimigo número um dos homens. Claro, as relações entre seres humanos e a Terra, nos últimos séculos, não foram nada boas: poluição, extinção, aquecimento global, desmatamento e por aí vai. O homem destrói e parece que ele quer jogar a culpa no próprio planeta. Há no ser humano a sede pelo domínio, expansão, extensos governos, o homem deseja conquistar o espaço, mas como ele não tem tecnologia suficiente, desconta na Terra.


É que o homem, lá no fundo, tem o velho desejo de ser um super- herói. Ele renasce das cinzas, mergulhado em hematomas e arranhões, quase morto, no entanto, ele vence. Mas o ser humano é uma criatura frágil, extremamente frágil e não quer admitir. Ele sente uma profunda frustração, é um sentimento assim: eu! A espécie mais superior de todas! Ser frágil? Não, não e não! O homem não voa, não tem poder, não é eterno, não fica invisível, em síntese, a vida humana é cheia de nãos. O que existe é um ser humano correndo para lá e para cá, fincado no chão e fugindo de doenças e de si próprio. Filmes! Filmes são desejos, vontades humana, ou seja, não faço no real, mas me refugio na fantasia. Então, como mostram os filmes, o homem está sempre num eterno recomeço, isto é, depois de tudo destruído, ele recomeça sua vida de novo, é o que resta de poder para ele, apenas recomeçar.


Mas qual é o porquê do ser humano fugir para o mundo das fantasias? Ânsia de destruição? O desejo de poder? Simples responder: pecado. É o homem sempre querendo andar longe de Deus. E os resultados não são nada bons. A criação é um presente de Deus, o Criador amparou os homens depois da queda, concedeu morada. E como o ser humano erra e cai, ele sempre quer o eterno retorno. O homem não precisa retornar ou ter poderes, ele, nós, temos Jesus. Ele tudo supriu amorosamente, concedendo o perdão e comunhão com Deus. Sim, irmãos, a visão do homem é turva, mas em Cristo temos o que é pleno e verdadeiro, nada de fantasias, mas simplesmente Jesus.




Rev Artur Charczuk

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