Amar além da zona de conforto



Precisamos confessar que nosso coração é extremamente seletivo. Amamos apenas aqueles que nos amam. Gostamos apenas daqueles que despertam em nós algum tipo de empatia. Cuidamos daqueles que, sob nossa visão, merecem ser cuidados. Infelizmente, somos assim. Nascemos assim. Somos reféns de um amor distorcido, condicionado à fragilidade humana. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jeremias 17.5).

 

Nossa forma de amar é refém de um coração falho, pecador. Amamos de forma distorcida. Amamos apenas dentro de uma zona de conforto. Amamos onde é fácil amar. Fora disto, reina a indiferença. Indiferença alavancada nos últimos dois anos de distanciamento e esfriamento dos relacionamentos, em uma pandemia no ritmo do salve-se quem puder.

 

Através da sua Palavra, Deus nos mostra um amor diferente. Perfeito. Misericordioso. Intenso. Eterno. Incondicional. Amor além da compreensão deste falho coração humano que bate em nosso peito. É um amor que “não nos castiga como merecemos, nem nos paga de acordo com os nossos pecados e maldades” (Salmo 103.10). Mas como um Deus justo e santo não é justo conosco, ao deixar de nos castigar? Jesus. Esta é a resposta. Nosso perdão. Nossa salvação. Nossa redenção. O Filho de Deus assumiu a nossa maldição, na cruz. Cristo foi tratado como nós deveríamos ser. Ele bebeu do inferno por nós. Esta é a justiça de Deus. O amor de Deus por nós. A salvação que há no nome de Jesus. Estar com Jesus é estar livres do castigo e do inferno.

 

Mergulhados na fé cristã, o Espírito Santo faz florescer este verdadeiro amor. Não o amor distorcido e seletivo. Mediante os meios da graça, o Senhor cria o amor que rompe nossa pequena zona de conforto. Que ama quando ninguém espera. Que perdoa o que era imperdoável. Que oferece um abraço aos que esperam violência. Que derruba os muros de indiferença. Cheios do amor de Deus, somos orientados pelo Salvador: “Amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês” (Lucas 6.27).

 

Então fica a dica: repletos do perdão e do verdadeiro amor, amemos. Não com nosso amor falho e enganoso, mas com o amor que emana da cruz do Salvador.



 

 

Pastor Bruno Serves

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