Aborto — direito da mulher?

Os argumentos a favor do aborto partem, basicamente, do que disse a presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos na audiência pública no STF, que negar o “direito de a mulher decidir sobre sua própria vida reprodutiva é incompatível com o direito humano à vida com dignidade e à liberdade sexual e reprodutiva”.

Muito estranho. Se elas têm este “poder”, então nada importa um feto com 12 semanas ou 9 meses. E se o corpo é dela e faz o que bem entende com ele, então ela pode decidir o que fazer com o filho no colo, se amamenta ou não. Afinal, de quem são os seios? Outro argumento estranho é que a criminalização leva para clínicas clandestinas, provoca riscos de morte à gestante, e a legalização vai cuidar melhor da saúde da mulher.

Bom, a gente sabe que os filhos fazem um enorme estrago na vida da mãe e do pai. Preocupação, pressão alta, sacrifícios físicos, emocionais e financeiros, um monte de coisa que abrevia a vida dos pais. Portanto, se alguém na barriga ou fora dela está sendo um estorvo, se a mulher tem todo o direito sobre o corpo dela, se o aborto é a solução, e se a clínica legal evita riscos à saúde da gestante, e se o importante é a liberdade da mulher, então, tirem as crianças da sala. Ou da vida dos pais.

O tema é complicado quando o fascínio das pessoas virou só prazer, felicidade própria, conquistas pessoais, beleza física – tempos de doutores “bumbum”. Também é difícil dar opinião religiosa quando dizem “lá vem eles com estas ideias ultrapassadas”. Mas, a regra continua: “Não matarás”. E a vida, que brota do sopro divino, começa naquilo que a ciência tenta explicar e que Davi já sabia: “Tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido” (Sl 51). Herança maldita convertida em bênção pelo Deus também concebido no ventre da mulher e que, certa vez, ordenou: “Deixem que as crianças venham a mim”.




Rev. Marcos Schmidt

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