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A reinvenção do homem

Certamente o leitor já ouviu falar na palavra bárbaro. Este termo nasceu na Antiga Grécia e a mesma, conforme o povo grego, descrevia alguém que não partilhava de sua cultura e seus valores éticos e morais. Era a pessoa que não falava a língua grega, que apenas balbuciava, que grunhia, soltava sons que se pareciam com um “bar-bar,” eis a etimologia do termo. Os romanos também se apropriaram do termo e utilizaram em seu próprio mundo. Povo que se expandiu com um sentimento de orgulho, porque eles se sentiam o centro do mundo. Construíram um grande império, em meio a embates e alianças. É interessante destacar que as estradas romanas eram, digamos assim, o temperamento de Roma: se as estradas estivessem com pouco movimento e tranquilas, Roma estava tranquila; mas se as estradas estivessem agitadas e com a poeira alta, Roma estaria intranquila.


Indo um pouco mais para frente na História humana: os astecas tinham cidades maiores do que as espanholas, o povo inca tinha estradas continentais; em uma dada época, os chineses foram a principal economia do mundo e os africanos eram ricos em ouro e sal, diferentemente dos europeus, onde a escassez era fato. Contudo, esses povos acima citados, mesmo com tudo o que possuíam, eram apontados como bárbaros pelos europeus. Mais adiante, século 19, a chamada Revolução Industrial, avanços e mais avanços: ciência, conhecimento, descobertas, enfim, o mundo bárbaro ficou de joelhos para a civilização europeia. Mas o século 19 foi o auge da escravidão africana, explorados de forma industrial. Tudo é um tanto contraditório, pois os que apontam para os bárbaros são os que cometem barbarismos.


Povos tidos como a grande mola propulsora do mundo, cheios de valores: democracia, liberdade, direito de ir e vir, etc. Em cada passo do chamado avanço civilizatório, o termo bárbaro, “bar-bar,” aparece forte e pulsante, desbravando caminhos e contornando tudo aquilo que é moral e ético. É o que certa vez Charles Darwin observou: a sobrevivência do mais forte. O Velho Mundo achou que havia descoberto o caminho do Novo Mundo, nada disso, ele apenas deu voltas em si próprio.


Tudo isso é resultado do homem querendo ser o centro de todas as coisas. O pecado o apenas o faz cair em contradição, em erro e barbárie, Mas é em Jesus que está o verdadeiro caminho, verdade e vida. Jesus é o Novo Mundo, onde o mesmo tem perdão, salvação e vida em abundância. A História humana é cheia de penhascos e vazios, mas é no Filho de Deus que encontramos o sentido verdadeiro, sentido sob a cruz Salvadora, o amor que vem de Deus. Amém.


Rev. Artur Charczuk

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