A máscara caiu!

Já ouviu a expressão: “a máscara caiu”? Sabe o que ela significa?


No início da manhã fui fazer uma caminhada. Inicialmente fui de carro até o Parque Mascarenhas, no bairro Humaitá. Lugar espaçoso e possível de manter um bom e indispensável distanciamento nessa época de pandemia. O problema é que, quando abri a porta para descer do carro, deixei a máscara cair. Para piorar a situação, a máscara caiu em uma poça de água. E agora?


Sai do carro como se estivesse nu. Pensei comigo: “vou voltar para casa! ” Mas olhei ao redor e tinha poucas pessoas. Bem poucas! Se fosse cruzar por alguém, seria fácil desviar! Assim; fui adiante e realizei minha caminhada!


Mas, ainda que pense que não fui contaminado e nem contaminei ninguém, ainda assim, o meu erro estava ali. Meu rosto desmascarado!


As expressões vão mudando com o tempo. Antes da pandemia dizer que: “a máscara caiu”, se referia a uma verdade que veio à tona, revelando uma hipocrisia, uma mentira!


Em tempos de crises, muitas máscaras caem. Todos temos presenciado declarações, ações e omissões que revelam ideologias e interesses, mas não mostram amor! Em tempos de crises, máscaras tem caído de todos os lados, entre progressistas e conservadores, entre políticos de direita e de esquerda, entre colorados, gremistas e flamenguistas. Bom, deixa os flamenguistas para lá – isso é outro assunto!


Em tempos de Quaresma, na verdade, em todo e qualquer tempo, é importante confessar os pecados, ser transparente, deixar as máscaras caírem. Mas em tempos de pandemia, precisamos não apenas ter as máscaras limpas e secas, mas devemos usar. É um gesto de amor e de cuidado! Semelhante aos muitos gestos de Jesus em nosso favor! Por causa da obra de Jesus, podemos ser vacinados contra o vírus do pecado e ser cobertos por uma máscara que protege integralmente, uma roupa de salvação, um manto de justiça!


Jesus deseja que ofereçamos proteção e amor aos outros. Portanto, tenha uma máscara de reserva caso ela cair por aí, ou volte para casa! Não cometa o mesmo erro de uma certa pessoa que caminhou no parque Mascarenhas!




Pastor Ismar L. Pinz

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