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Mulher orando

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A conveniência e o discipulado


O viver pela fé cristã extrapola o crer apenas pela conveniência. Jesus chama ao discipulado, à consagração, ao tomar a cruz e o seguir. Não só quando convém. Ou quando parece ser necessário, como quando a vida nos coloca diante de um mal que nos traz diversas aflições. Viver pela fé cristã é mergulhar de cabeça para dentro do Reino de Deus. E estar disposto a pagar o preço por isto.


Jesus nos diz em Lucas 14.27: “e qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo”. Esta é nossa marca, a cruz. Não apenas na mensagem que ela escancara diante de nossos olhos, revelando o sacrifício do Filho de Deus para perdão e redenção do ser humano corrompido. Mas a cruz também é nossa marca no discipulado, no seguir a Cristo, no viver cristão. É abrir mão de si mesmo. É cortar na própria carne. É sujeitar seus desejos e suas escolhas à vontade que rege o Reino. É confessar a mensagem da cruz também quando não for conveniente ou politicamente correto. É estar disposto a pagar o preço que for necessário para continuar dentro do Reino.


Nesta sociedade tão tecnológica e tão rasa em relacionamentos, o discipulado é um tremendo desafio. Nas terras tupiniquins, prestes a completar 200 anos de independência, não chegamos ao ponto de ir ao fio da navalha. Mas aqui, o discipulado chama. Quer despertar de um crer leviano, raso e temporário. Quer libertar corações e consciências de um sincretismo religioso tóxico. Quer despertar vidas de um crer mergulhado apenas na glória, no determinar curas e no rejeitar qualquer forma de sofrimento.


O discipulado chama. Chama a mim. Chama a você. Nos chama para fora de uma realidade de ver a igreja como uma prestadora de serviços eclesiásticos. Quer abrir os olhos e os ouvidos daqueles que são engolidos pelos seus compromissos e desculpas para não ouvir a Palavra do SENHOR. Quer oferecer uma fé profunda e enraizada para aqueles que buscam o SENHOR apenas nas horas de aflição e dor, como se fosse um comprimido de dipirona. E que, depois, pode ser guardado até a próxima crise. O discipulado nos chama. Chama para um relacionamento profundo e duradouro com o Salvador. Custe o que custar.


Então fica a dica: o SENHOR nos chama ao discipulado. “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16.24). Sigamos no caminho da cruz. Não por conveniências, mas com o coração.




Pastor Bruno Serves

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